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Sáb - Imperador quase perde encontro com Lula

13/03/2010 20:37

 

Quase sempre exagerando nas doses de álcool, Adriano teve dificuldades até para cumprir a agenda com o presidente

Rio - Após três dias na Vila Cruzeiro logo que conquistou o título brasileiro, Adriano voltou à casa na Barra — que ele costuma tratar como ‘barraco com piscina’ — quando seus amigos deram início ao árduo processo de convencimento: eles precisavam colocar na cabeça do jogador que seria importante que fosse com a delegação rubro-negra para ser recebido pelo presidente Lula, em Brasília, após o campeonato.

  

Adriano já tinha faltado à festa da CBF. “Se não quer ir, problema é seu. A carreira é sua”, chegou a repreendê-lo um dos amigos. Ele topou, mas avisou que não colocaria terno de maneira nenhuma. Trato feito. Passou o fim de semana em programas mais caseiros. Visitou a mãe e a avó, depois passou a tarde na casa dos tios, em Pedra de Guaratiba.

Até que o porre da madrugada anterior estragou todo o plano. O jogador deveria estar no Aeroporto Santos Dumont às 8h30 do dia 14 de dezembro. Não tinha condições. Às 6h, ele ainda se divertia na suíte do Sheraton, após mais uma noite regada a uísque em outra boate da Barra da Tijuca.

As ligações desesperadas do supervisor Isaías Tinoco foram ignoradas. “Mas um anjo acordou o Adriano”, lembra um parente do craque. Eram 11h. Com duas ou três ordens, Adriano já tinha conseguido fretar um jatinho para voar até Brasília. Às 12h30 ele embarcou. Posou para as fotos com o presidente, mas como prometido, sem o terno.

O estilo de vida de Adriano afetou a rotina daqueles que o cercam. “Várias vezes o Wagner (um primo) teve de brigar com o Adriano para ele ir treinar. Chegou a colocá-lo no carro bêbado e o levou”, diz outra pessoa ligada ao craque.

A preocupação é tanta que boa parte dos mais chegados ao jogador tentou convencê-lo a sair do Brasil novamente. “Aqui não tem como ele se recuperar. Ele faz o que quer no Flamengo, porque o clube deixa. Ele já frequentou médico, mas não adiantou. Na época do São Paulo, chegou a pagar R$ 1 mil por consulta. Enquanto tiver aqui, fica difícil controlá-lo”, afirma outro amigo.

Fonte>O Diaonline

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